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Estalo os dedos
tenho
cica
perdi amigos
dolorida
não corro pro pulo aberto
tenho
medo
do carrinho
não nasci na primavera
amor não me credita
..
proesias reunidas para leitores imaginários
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6 de out. de 2011
maio
..
Os dois irmãos apontam
a tarde de maio
as pedras cantam maio
os duros homens louvam
tarde de maio
ninguém escuta seus mistérios
todos somos seus atores
tarde demais
..
Os dois irmãos apontam
a tarde de maio
as pedras cantam maio
os duros homens louvam
tarde de maio
ninguém escuta seus mistérios
todos somos seus atores
tarde demais
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1 de out. de 2011
22 de out. de 2008
"Dá um dinheiro aí" nerd
Ei, você aí, tem dicionário aí (x2)
tem dicionário aí
Não vai dar, não vai dar não
Vocês vão ver a grande confusão
Eu vou verter, verter aí trair
A lingua original que eu queria traduzir
tem dicionário aí
Não vai dar, não vai dar não
Vocês vão ver a grande confusão
Eu vou verter, verter aí trair
A lingua original que eu queria traduzir
Mamãe eu quero (proibidão)
João Miguel
João Miguel
João eu vou te arrastar
Aperta o cinto
Aperta o cinto
Aperta o cinto que cabeças vão rolar
Aperta o cinto, oh! Meu coração
São sete quilômetros de pura emoção
A sua mamãe adora uma banana
Pegou correndo a bolsa e te deixou com os bacanas
João Miguel
João eu vou te arrastar
Aperta o cinto
Aperta o cinto
Aperta o cinto que cabeças vão rolar
Aperta o cinto, oh! Meu coração
São sete quilômetros de pura emoção
A sua mamãe adora uma banana
Pegou correndo a bolsa e te deixou com os bacanas
21 de out. de 2008
20 de out. de 2008
Mediação
O que vocês acharam da nova configuração do blog, e da nova foto (ou melhor, a foto antiga mudada)?
Por que paramos de postar? Tati, bota suas coisas antigas.
Projeto microfone aberto no laguinho: Com a placa: Apenas para o bem geral. As pessoas tomam o microfone para falar só o que for para o bem geral. Ao lado do microfone, uma caixinha com textos sobre o Bem.
Por que paramos de postar? Tati, bota suas coisas antigas.
Projeto microfone aberto no laguinho: Com a placa: Apenas para o bem geral. As pessoas tomam o microfone para falar só o que for para o bem geral. Ao lado do microfone, uma caixinha com textos sobre o Bem.
5 de out. de 2008
Não dá pra decidir pela força do pensamento.
Avião da Cultura Inglesa cai em prédio da Petrobrás:
A Luisa, a Luísa e a Luiza
Não viver nada de mim na minha vida
Só se admirando...
Pois lua parece com luiza
A Luisa, a Luísa e a Luiza
Não viver nada de mim na minha vida
Só se admirando...
Pois lua parece com luiza
Jardim dos pirilampos
Não criar personagem
Mentira boa acredito
Eu sou
Essa noite quis fotografar um vaga-lume:
Corro risco de pôr óculos para ver estrelas
Minha perna direita cresceu um a mais:
A esquerda já não dá pé
O pirilampo me tirou uma foto
O eclipse sem óculos é o eclipse sem óculos é o céu
um eclipse
Mentira boa acredito
Eu sou
Essa noite quis fotografar um vaga-lume:
Corro risco de pôr óculos para ver estrelas
Minha perna direita cresceu um a mais:
A esquerda já não dá pé
O pirilampo me tirou uma foto
O eclipse sem óculos é o eclipse sem óculos é o céu
um eclipse
Ateísmo
Não importa se serei artista, poeta ou dentista.
Tenho os sentimentos do mundo!
A sensibilidade para rechear uma obra?
Para rechear o eu
tenho Deus
- E isto porque sou ateu!
Tenho os sentimentos do mundo!
A sensibilidade para rechear uma obra?
Para rechear o eu
tenho Deus
- E isto porque sou ateu!
5 de set. de 2008
Oração à casa
Largas passadas para o salão
Uma festa são vozes estranhas
Os corpos que brindando se arranham
Suas facas que cortam entranhas
Deixai ruídos esconder no quarto
Esqueçai a filha embaixo da cama
Não morta. Porém jamais existente
Quem visse, morte (Quem visse alma!)
Se tanto penar por estar viva
Entre as salas perder dividida
Oh! Venha casa doce encanto
Proteger das palavras inimigas!
Uma festa são vozes estranhas
Os corpos que brindando se arranham
Suas facas que cortam entranhas
Deixai ruídos esconder no quarto
Esqueçai a filha embaixo da cama
Não morta. Porém jamais existente
Quem visse, morte (Quem visse alma!)
Se tanto penar por estar viva
Entre as salas perder dividida
Oh! Venha casa doce encanto
Proteger das palavras inimigas!
6 de ago. de 2008
Eclipse
Com o canto dos lábios
beijado olhar o sol
o eclipse
a imagem boiando na bacia
o fogo através do negativo fotográfico
lambe cabelos de férias
na viagem à fazenda
às crinas
trançados
o astro
e o rosto
O amor chega em pílulas
de raiva concentrada
à tona do lindo lago
O amor engole a língua do amor
e peixe submerge
beijado olhar o sol
o eclipse
a imagem boiando na bacia
o fogo através do negativo fotográfico
lambe cabelos de férias
na viagem à fazenda
às crinas
trançados
o astro
e o rosto
O amor chega em pílulas
de raiva concentrada
à tona do lindo lago
O amor engole a língua do amor
e peixe submerge
31 de jul. de 2008
Do fim da tarde
a cortina balança
a vida
em suspenso pára um instante
lembra a morte e antes
A vida aguarda uma pausa
Agora o que sempre foi os velhos ciclos estruturas
Não existo ambições fracassos
caneta carreira... cazuza
Mas não:
O poema é falso!
Só o que existe
no centro do mundo
solitária vontade de escrever
que inventa tudo
Volto
a vida
a lua
caiu
9 de jun. de 2008
11 de mai. de 2008
Joana
Tem os cabelos negros, cheios, crespos, longos, até quase metade das costas. É muito branca de pele, e é baixinha. Tem uma testa um pouco grande, os cabelos começam mais atrás, tem o nariz turco, e a boca rosada compõe com ele um desenho: afunda onde ele afunda, levanta onde ele levanta, na altura das narinas arreganhadas. A pele é pálida. As unhas dos pés são grandes e enegrecidas. Tem o tórax convexo, saltado, compensado por seios pequenos. Os braços são gordinhos, o pulso e o tornozelo, grossos, e os pés e as mãos são cheios e diminutos. Chama-se Joana, é muito alegre, as crianças jogam bolas em cima dela quando passa. Andar ao seu lado é sempre correr o risco de receber boladas que erraram o alvo. Mas não vive só.
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