proesias reunidas para leitores imaginários

11 de mai. de 2008

Joana

Tem os cabelos negros, cheios, crespos, longos, até quase metade das costas. É muito branca de pele, e é baixinha. Tem uma testa um pouco grande, os cabelos começam mais atrás, tem o nariz turco, e a boca rosada compõe com ele um desenho: afunda onde ele afunda, levanta onde ele levanta, na altura das narinas arreganhadas. A pele é pálida. As unhas dos pés são grandes e enegrecidas. Tem o tórax convexo, saltado, compensado por seios pequenos. Os braços são gordinhos, o pulso e o tornozelo, grossos, e os pés e as mãos são cheios e diminutos. Chama-se Joana, é muito alegre, as crianças jogam bolas em cima dela quando passa. Andar ao seu lado é sempre correr o risco de receber boladas que erraram o alvo. Mas não vive só.

Um comentário:

adriano disse...

Agora é minha vez!

A descrição é ótima, mas achei ruim o texto parar quando começa a tratar dos aspectos psicológicos. Gostei também da colocação das vírgulas.

Para mim, outro ponto negativo é a repetição do "Tem" algumas vezes ao longo do texto, além da dupla-descrição da pele branca e pálida. Não sei se foi por desatenção ou premeditadamente, mas não consegui achar um motivo, uma conexão dessas repetições na dinâmica do texto.

De início, é isso. Se tiver algum outro comentário, volto depois aqui e escrevo.

=*!