0.3 Aprendendo o enigma das doses
Mexam suas orelhas. Ideias preguiçosas: não faremos nada
Oficinas de nada. Sangre, sue, sorria
Na primeira vez que quis salvar o mundo, me fodi
Quem paga a revolução? Quem revolucionar o pagamento
(Acabaram de passar aqui na frente fazendo um arrastão)
Essa ideia ninguém me tira: matéria é mentira
[Energia livre já: E=mc²]
A vida é uma droga. Não é uma metáfora
mas uma tautologia.
Verves, verves, verves...
0.2 Vértices e vertigens: Artista é o pedreiro
Em meio a tantos vocábulos lineares, fincamos no pasto nossa declaração de independência. Vida de armas, camas e karmas. Eles estão surdos! Ninguém é dono das ideias. O comum pertence à multidão e é regra. Com máquinas de poesia-guerra, a natureza inventou a gratuidade e ela continua sendo re-inventada dentro de um direito que escapa ao Direito: o direito à produção de sentido. Nenhum ser humano é uma ilha desconectada. Como me encantam as reuniões fora de hora...
0.1 Eu e você = nós = tudo e todos
Somos re-combinações. Contra a pilhagem da volúpia,
a volúpia da pilhagem.
Libertação animal, sexo grupal,
rios, pessoas novas,
dar margem a estar na beira
festas e vinho em trânsito,
em transe, em transição.
Co-mova-se. A volúpia destrutiva também é
volúpia criativa
0.0 Livres, nossos filh@s
Soberania gravitacional: pelas livres flutuações, revoguemos a lei da gravidade. Se a criança se desenvolve copiando o mundo que vê, como ensiná-las erroneamente que o processo de aprendizado é crime? Onde está o erro em absorver o mundo? Como ensiná-las a co-governar suas imaterialidades cotidianas? Aquilo que não é vendido e não tem preço. Cada olho pode ser o mundo em uma voz. Observo, absorvo e regurgito uma imersão de novo. Diferente, como sempre.
8: Palindromania: parta do fim para o princípio
Transborde, transporte, transponha os sentidos que subvertem o mundo subumano
Eschizoprana caoeose metempsicóticos
Libertem os pássaros subterrâneos. Cronosfera livre!
Prove, deguste o imprevisível presente
Transborde, transporte, transponha
Prove, deguste, improvise o imprevisível presente. Primo, primeiro
começo
novo
#poesia anônima-coletiva submidialogia#4
proesias reunidas para leitores imaginários
4 de fev. de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário