Em concreto, os carros sangram dejetos
Disfarçam segredos e suicidam cidades
Com cores e traços desenhados em pesos
Dançando tal dólar zunindo em metal
Um canteiro verde pouco
Afasta no cinza meus olhos
Sôfregos desvelam paredes
Sombras mentem enfim
proesias reunidas para leitores imaginários
5 de out. de 2008
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5 comentários:
Mantém o lirismo e o ritmo, tal como disse a nossa Catherine. Adorei o verde pouco, final non sense. Adorei também.
Em concreto, os carros sangram dejetos
Disfarçam segredos e suicidam cidades
Com cores e traços desenhados em pesos
Dançando tal dólar zunindo em metal
Um canteiro verde pouco
Afasta no cinza meus olhos
Sôfregos desvelam paredes
Sombras mentem enfim
1a estrofe - quadra
Repetições:
métrica: 10/12/12/11
rima: a/b/a/c (a=rima toante)
rima coroada: v 1: concreto,dejeto
rima encadeada: v1 c/ v2: segredos
ritmo (cesura): 3,(5),7,10 / 5,12 /2,5,9,12 / 5,12
aliteração: sibilante surda ou sonora (s ou z)
paroxítonas trissílabas: concreto/dejetos/disfarçam/segredos/suicidam/cidades/dançando/zunindo
2o verso: parox.tri parox.tri e parox.tri parox.tri
3o verso: 3 parox.bissílabas
4o: parox.tri.gerúndio+mono+paro.bi _ parox.tri.ger+mono+paro.bissil
2a estrofe - quadra
métrica: 7/8/8/6
rima: não há (ou há nos dois primeiros versos, "o" toante)
ritmo:3,5,7 /2,5,8 /1,3,5,8 /3,6
assonância: vogais nasaladas:
1o verso: um, can
2o:cin
3o:lam
4o:som men tem en fim (quase o verso inteiro - exceto 1 sílaba)
aliteração da sibilante sonora ou surda
repetição do "SO" no início dos dois últimos versos
o poema é isoestrófico (as estrofes têm a mesma quantidade de versos)
não é isométrico (versos com mesma métrica)
não é isorímico (estrofes com mesma estrutura rímica)
Mas mantém alguma constância na sua estrutura, que lhe confere ritmo e melodia.
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