proesias reunidas para leitores imaginários

28 de set. de 2008

Sete riscos

É no rabo que a serpente principia
Encerra a música e confisca a moça
Sem capricho a labuta dia a dia
O forte sol adia a fraca bossa

Entre ligeiro queima-se em cinza
Fuma um cigarro, abandona os outros
Caminha às sextas com seus fartos oitos
Feito gato como tudo que se mova

Dribla a cadente última estrela
E chuta o sol com o sapato
Domingo a nascente ribeira
Germina nova onde desfaço

2 comentários:

Catherine Sofia disse...

você tem ritmo e lirismo, di.
Gosto disso nas coisas que vc escreve. Você sabe brincar com as palavras, percebe-se.
Curti bastante.

Luiza Trindade disse...

Também curti muito.