proesias reunidas para leitores imaginários

5 de set. de 2008

Oração à casa

Largas passadas para o salão
Uma festa são vozes estranhas
Os corpos que brindando se arranham
Suas facas que cortam entranhas

Deixai ruídos esconder no quarto
Esqueçai a filha embaixo da cama
Não morta. Porém jamais existente
Quem visse, morte (Quem visse alma!)

Se tanto penar por estar viva
Entre as salas perder dividida
Oh! Venha casa doce encanto
Proteger das palavras inimigas!

4 comentários:

Catherine Sofia disse...

Lu, sinto o exagero da criança. Da infância que quer se tornar adulto com pressa, muita pressa.
Gostei. De verdade

O que não gostei foi como o texto foi formatado, mas acho que isso é um problema do blog e não seu.

Luiza Trindade disse...

Formatei. Incrivelmente a fonte não muda, por mais que eu tente.

adriano disse...

Também gostei bastante! É uma poema em sépia!

Luiza Trindade disse...

que é sépia?