proesias reunidas para leitores imaginários

28 de set. de 2008

Cada coisa

Viva
cada coisa
Viva e
ntre
Não saber
Viver
Não poder
Morrer
De vida

Quando a sorte dividida
Vestida de preta dívida
O parco sorriso verte
Em pranto

3 comentários:

Luiza Trindade disse...

gosto da idéia da vida assim. Ambiguidade no primeiro verso ou segundo título, em negrito: Cada coisa viva/ viva cada coisa. Palavras aproveitadas em duas frases diferentes. morrer de vida/ vida não é só... O Gullar usava versos afastados da margem pra dar essa mesma ambiguidade, poder ler ou não ler o que está afastado. Aqui tem versos afastados, mas neles, não vi ambiguidade. São para serem lidos. O afastamento está correspondendo visualmente com o significado que eles têm (em entre ou no sorriso desenhado, que se verte em pranto, caído lá embaixo).
Reescrevendo: entendi depois a brincadeira levada pelo som da palavra, de divertida para vertido. Neste caso, poderia colocar no feminino, para deixar isso mais explícito: vertida (a sorte, não mais o sorriso). Mas na verdade, eu prefiro:

VER VERSÃO

...

adriano disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Luiza Trindade disse...

humm, ainda prefiro o primeiro, com as minhas sugestões. Este já é outra coisa