proesias reunidas para leitores imaginários
21 de ago. de 2008
Um tango com W.S.B.
Ao sol do meio-dia, sombras correm pelos prédios, atropelando carros. Danço tango no céu de Ipanema. Nada além do ódio nos jardins de pedra. Não solte minha mão. Silêncio. Corremos velozes, desviando da vertigem em gestos simples. Seu hálito bêbado descompassa nossas pernas. Pare, mais devagar. Silêncio. Falamos nossa língua. Dia e meio que se vai, enquanto aplaudem, enquanto calam. Cantamos dissonantes notas antes de escurecer. Noite, enfim. Em cima, em tango, cuspimos garrafas que alagarão as ruas sujas com vidros e cortarão os pés dos inocentes. Não solte. Solto. Aurora. Decaído, sangro com eles.
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Um comentário:
Tá lindo! Lindíssimo. Do tipo que dá frio na barriga.
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