proesias reunidas para leitores imaginários

7 de jun. de 2012

Drão de pólem


Não são tão grãos
Ou tampouco sãos
Pés de ipês
Plantados em vãos

Com asfalto em pleno parto
Flor do porto entardecia
Tabebuias, flechas e arcos

Morrem trigos, cresce pão
Talvez um dia, decerto dia
Leremos o tempo no chão
Que d'alva semente renascia

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