proesias reunidas para leitores imaginários

5 de set. de 2009

penduricalho

se os ditos nos escapam
não os temos ou temo
ser tudo um pouco aço
como coisa concreta

nada de clarear aos poucos
tampouco descrições breves
regurgitamos recordações
em voz
para des
atados nós

não queremos o sentimento abismo
cohabitamos a pele-dúvida
carne-viva
numa superfície sem fundo
afundo
a angústia à primeira vista

sequer certo de nossas erratas
não façamos contas em tempos retos
mas em um anti-sentimento
expresso
não mais que três ou quatro
palavras ou goles me bastam
para gritar ou acalmar por
acaso

em mim ou no mundo que esquece
suas idas por algumas horas ou para sempre
ignora aquilo dito ou pensado
quando quis o sim ou não

Um comentário:

Luiza Trindade disse...

aqui você está mais íntimo, por isso, mais perto da sua voz.